Estatuto legal e segurança
Alguns sites apresentam a tesamorelina como um queimador de gordura para todos ou uma injeção antienvelhecimento. Os reguladores veem-na de forma muito diferente: um medicamento para um grupo de doentes na América do Norte e uma substância não aprovada na Europa.
Situação atual
- Estados Unidos: medicamento sujeito a receita, vendido como Egrifta SV e Egrifta WR, para reduzir o excesso de gordura abdominal em adultos com VIH e lipodistrofia. O folheto indica que não serve para perder peso.
- Canadá: aprovado pela Health Canada em 2014 para o mesmo grupo de doentes.
- União Europeia: sem autorização. O único pedido, para o Egrifta, foi retirado em 2012 depois de os peritos que o avaliavam concluírem que os benefícios não superavam os riscos.
- Reino Unido: a MHRA não autorizou nenhum produto com tesamorelina.
- Desporto: os fatores libertadores da hormona do crescimento constam da lista da Agência Mundial Antidopagem de substâncias proibidas em qualquer momento.
Efeitos secundários frequentes
Nos ensaios, as queixas mais comuns foram vermelhidão, comichão ou dor no local da injeção, dores articulares, dor nos braços ou pernas, dores musculares e inchaço das mãos ou pés. A maioria condiz com níveis mais altos de hormona do crescimento e costuma atenuar com o tempo.
Avisos do folheto
- Glicose: o corpo pode lidar pior com o açúcar, por isso pedem-se análises regulares, sobretudo em pessoas com diabetes.
- IGF-1: os níveis sobem, e recomenda-se vigiá-los porque um IGF-1 alto durante muito tempo é motivo de preocupação.
- Retenção de líquidos: podem surgir inchaço e queixas nas articulações ou nervos, como a síndrome do túnel cárpico.
- Cancro: não deve ser usada por quem tem um cancro ativo, porque a hormona do crescimento pode favorecer o crescimento de tumores.
- Reações alérgicas: foram descritas erupções e, raramente, reações mais graves.
Quem não a deve usar
O folheto americano exclui a gravidez e pessoas cuja hipófise tenha sido danificada por cirurgia, um tumor ou radioterapia. Também não se destina a pessoas com uma doença aguda grave.
Questões em aberto
- Coração: nenhum ensaio demonstrou que previna doenças cardíacas.
- Segurança a longo prazo: os dados controlados chegam a cerca de um ano.
- Pessoas sem VIH: fora deste grupo há muito poucos estudos.
- Pós de investigação: não são fabricados segundo padrões de medicamento e não trazem orientação de doses nem folheto.
Em resumo
A tesamorelina é um medicamento real e aprovado, mas só para um grupo específico de doentes e só na América do Norte. Na Europa e no Reino Unido não tem autorização. Quem a considere por razões de saúde deve falar primeiro com um médico.
Esta página dá informação geral e não é aconselhamento jurídico.